Febre Oropouche: DF intensifica ações de prevenção

Foto: Sandro Araújo/ Secretaria Saúde DF
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SAÚDE:

Este ano, Goiás registrou o primeiro caso da doença infecciosa transmitida pelo mosquito-pólvora

Você já ouviu falar na febre Oropouche? Essa doença viral é transmitida principalmente por um inseto conhecido como mosquito-pólvora, porém ainda não é tão conhecida no Centro-Oeste porque, por muitos anos, ocorreu principalmente na região amazônica.

Em 2026, o estado de Goiás registrou o primeiro caso dessa doença em Anápolis, localizada a cerca de 150 km de Brasília. O paciente era um homem adulto que apresentou sintomas parecidos com os da dengue — febre, tontura e erupção cutânea — e se recuperou após receber atendimento na rede pública de saúde.

A proximidade de Anápolis com a capital federal motivou a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) a fortalecer a atuação da Vigilância Ambiental, criando estratégias para identificar o inseto vetor e prevenir os casos.

O biólogo da Diretoria de Vigilância Ambiental da SES-DF, Israel Moreira, enfatiza que a Secretaria está agindo de forma preventiva. “Ainda não sabemos se existe esse tipo de mosquito aqui, por isso o serviço de Vigilância é tão importante. Estamos nos antecipando à ocorrência de casos. Se detectarmos a presença do vetor, podemos fazer ações de controle e prevenção, além de orientar a população sobre os cuidados que devem ser tomados”.

Diferentemente da dengue, da zika e da chikungunya, a febre Oropouche não é transmitida pelo Aedes aegypti, mas principalmente pelo inseto Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Esse inseto é 20 vezes menor que o Aedes e se reproduz principalmente em ambientes úmidos com matéria orgânica, como folhas e restos de frutas.

Para identificar a possível presença do mosquito-pólvora no DF, a SES-DF elaborou, em conjunto com o Ministério da Saúde, um curso teórico e prático de coleta e identificação do inseto. O objetivo é capacitar os profissionais da Vigilância Ambiental da SES-DF para que conheçam melhor as características da biologia do vetor: seu ciclo de vida, quais são os criadouros preferenciais e como ocorre a sua reprodução.

*Sintomas e tratamento da doença*

A febre Oropouche apresenta como principais sintomas febre, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náusea, diarreia e fraqueza intensa. Alguns pacientes também podem apresentar sintomas como tontura, dor atrás dos olhos, calafrios, sensibilidade à luz e vômitos.

O diagnóstico muitas vezes é dificultado justamente pela semelhança desse quadro clínico com o da dengue**. Por isso,** é necessário realizar avaliação clínica e exames laboratoriais para confirmar a presença do vírus.

Uma característica da febre Oropouche é o retorno dos sintomas após uma melhora, o que pode ocorrer em até 60% dos casos.

Caso a pessoa apresente algum sintoma de febre Oropouche, é necessário procurar atendimento médico de emergência em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou em um hospital para que seja realizado o tratamento sintomático com uso de analgésicos, antitérmicos e hidratação.

Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento médico. O diagnóstico é realizado por investigação clínica e laboratorial, com coleta de amostras para exames específicos.

*Com as informações da Secretaria de Saúde do DF